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31 de Julho de 2009 - 16h42 -
Última modificação
em 4 de Agosto de 2009 - 16h31
Psicóloga punida por conselho insiste em continuar oferecendo cura para homossexualismo
Marco Antonio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil
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Valter Campanato/ABr
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Brasília - Psicóloga carioca Rosângela Alves Justino fala sobre a punição que o Conselho Federal de Psicologia lhe aplicou por oferecer terapia para curar o homossexualismo
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Brasília - Após ser
condenada hoje (31) à censura pública pelo Conselho Federal
de Psicologia (CFP) por oferecer terapia para curar o homossexualismo
masculino e feminino, a psicóloga Rozângela Alves
Justino prometeu continuar sua atividade normalmente no Rio de
Janeiro.
“Com certeza, vou
continuar. Vejo que as pessoas têm direito de procurar esse
apoio. É a pessoa que define o quer dentro da psicoterapia.
Não sinto vergonha e nunca sentirei de acolher pessoas que
querem deixar voluntariamente o estado de homosseuxalidade”,
afirmou Rozângela. “Estão me submetendo a uma
mordaça. Mas quero dizer às pessoas que estão
em estado de sofrimento psíquico e desejam deixar a
homossexualidade que procurem profissionais nas suas cidades."
De óculos
escuros e máscara, a psicóloga afirmou temer sofrer
represálias nas ruas por movimentos que defendem os direitos
dos homossexuais. "Não quero
amanhã andar em todo o Brasil e ser reconhecida porque os
ativistas gays sentem muita raiva de mim. Não quero de alguma
forma ser atingida por essa ira e essa raiva.”
Em contraponto à
resolução na qual o CFP diz que a homossexualidade “não
constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”,
a psicóloga citou uma publicação da Organização
Mundial da Saúde (OMS) que traz a definição de
transtorno de identidade sexual. "A homossexualidade
pode ser primária ou secundária a outros transtornos”,
assinalou Rozângela.
O advogado Paulo
Fernando, contratado pela psicóloga, anunciou que vai
recorrer na Justiça Federal contra a decisão do CFP,
que manteve condenação já imposta anteriormente
pelo Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro.
“[A decisão]
fere a liberdade de expressão, fere a liberdade científica
e principalmente ofende aquelas pessoas que voluntariamente desejam
praticar determinados atos. O resultado foi de uma flagrante
injustiça e vamos argui-lo”, ressaltou Fernando.
Em tom irônico, o
advogado argumentou que a superexposição da cliente
poderá render a ela mais demanda profissional. “Nesses 28
anos, ela não teve nenhum paciente que reclamasse do
tratamento que recebeu. Devido a essa notoriedade, acredito que vai
ter fila na porta do seu consultório de tanta gente querendo
ser atendida.
Edição: João Carlos Rodrigues
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