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São Paulo - O
ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que não
concorda com as críticas de alguns governadores, como os do
Rio de Janeiro e de São Paulo, às mudanças no
sistema de distribuição de royalties que serão
adotadas para o petróleo da camada pré-sal.
“Não
acho que tenham razão quanto às queixas que fazem. Não
se vai mudar nada do que existe hoje em relação aos
estados produtores. No regime de concessão, eles recebem
royalties e royalties continuam recebendo”, disse após
participar do 2º Encontro Nacional da Siderugia, em São Paulo.
Ele
garantiu que o governo não mudará a posição
de adotar o sistema de partilha para os lotes ainda não
leiloados do pré-sal, que representam cerca de 70% do total.
Por esse modelo, “a União recebe bem mais [royalties]
para distribuir pelos outros estados [além dos
produtores]”, explicou. Os estados produtores, por sua vez,
acabam recebendo menos recursos.
Segundo
Lobão, o texto final sobre o assunto, que será enviado
para apreciação da Câmara e do Senado, deverá estar concluído até sexta-feira (29). Ao chegar ao Congresso, na próxima
segunda-feira (31), o projeto estará, de acordo com o
ministro, aberto para discussões, e os governadores que
discordam da proposta poderão apresentar suas posições.
“Os governos que defendam sua posição no Congresso”,
ressaltou.
Edição: Graça Adjuto
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