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1 de Outubro de 2009 - 13h59 -
Última modificação
em 1 de Outubro de 2009 - 15h32
Nova prova do Enem será em novembro
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil
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Wilson Dias/ABr
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Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, fala durante coletiva sobre o cancelamento das provas do Enem, que teriam sido vazadas
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Brasília - O Ministério da Educação (MEC) ainda não
decidiu se irá manter o contrato com a empresa responsável pela
impressão, distribuição e aplicação da nova prova do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem), que será realizada em novembro.
O
MEC ainda vai estudar com a empresa responsável pela aplicação dos
testes a melhor data, no próximo mês, para a nova prova.
Segundo o ministro Fernando Haddad, serão levadas
em consideração as datas de realização de outros vestibulares,
para que não haja coincidência de datas, o que impossibilitaria a
participação dos estudantes em mais de um processo seletivo.
Algumas universidades federais usarão o resultado do Enem como
primeira fase do processo seletivo, aplicando em seguida uma segunda
etapa. Como o resultado do exame também será adiado em função do
cancelamento da prova, é possível que haja atraso no ingresso. Mas,
de acordo com Haddad, havia uma folga no calendário e será possível
ajustar essas datas.
O ministro disse que as provas que
vazaram “viraram um simulado”. E é possível que elas sejam
disponibilizadas para os estudantes testem seus conhecimentos antes
da nova aplicação do exame.
Uma reunião, hoje (1º) à tarde, entre
representantes do MEC, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (Inep) e do consórcio, cuja empresa líder é a
Consultec, da Bahia, vai definir os próximos passos e tentar mapear
onde pode ter ocorrido o vazamento da prova.
Haddad afirmou
que ainda não é possível dizer se o exame vazou de dentro do Inep,
no processo de impressão ou de distribuição. Mas, como a
jornalista do jornal O Estado de S. Paulo teve acesso a uma prova
impressa, ele acredita que isso tenha ocorrido após a passagem do
texto pela gráfica responsável pela impressão, a Plural, de São
Paulo.
“Felizmente isso ocorreu antes da prova ser
aplicada, senão nós teríamos que cancelar a prova, e o prejuízo
seria muito maior”, afirmou Haddad. A prova seria realizada sábado
(3) e domingo (4) próximos.
De acordo com o presidente do
Inep, Reynaldo Fernandes, o ponto mais sensível a fraudes é a
distribuição. As provas já estavam sendo distribuídas para
algumas localidades, especialmente na Região Norte. Os custos para
imprimir as provas – que já estão elaboradas – giram em torno
de R$ 36 milhões, 30% do valor do contrato com a empresa.
Segundo
o ministro, a segurança do Enem neste ano foi reforçada. Caso a
investigação da Polícia Federal responsabilize o consórcio, as
empresas poderão ser responsabilizadas, e um novo contrato
emergencial poderá ser feito, sem necessidade de licitação.
Entretanto, nenhuma outra empresa se candidatou na licitação para
fazer esse serviço. Haddad não soube informar de que forma a
empresa pode ser punida caso seja responsabilizada pela fraude.
Os
candidados inscritos no Enem podem ligar para o telefone 0800 61 61
61 para tirar dúvidas sobre o adiamento do exame.
Edição: Nádia Franco
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