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Valter Campanato/ABr
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Brasília - O ministro da Educação, Fernando Haddad, fala à imprensa após reunião com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para tratar de questões ligadas à logística e segurança na elaboração e aplicação das provas do Enem
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Brasília - A
Polícia Federal acompanhará todas as etapas da nova prova do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem), desde a saída do arquivo dos cofres do
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) em Brasília até a aplicação nos municípios. O acordo foi fechado
hoje (6) entre os ministros da Educação e da Justiça, Fernando Haddad e
Tarso Genro.
Segundo Haddad, a inteligência da PF vai mapear todo
o processo para que não haja possibilidade de nova fraude. “A Polícia
Federal vai poder acompanhar todo o fluxo garantindo justamente a
parte de impressão e manuseio, até que os Correios possam se apropriar
do material para que ele chegue aos locais de prova”, disse o ministro.
Aos
Correios caberá fazer a entrega dos exames aos locais de prova. De acordo
com ministro, será montado um plano logístico semelhante às operações especiais realizadas durante as eleições para a distribuição das urnas
eletrônicas. Os Correios ou a PF podem solicitar a participação da
Força Nacional de Segurança caso detectem algum tipo de vulnerabilidade
em municípios onde haverá aplicação do Enem.
O Ministério da
Defesa também colocou o Exército à disposição do MEC. “Há um consenso da grande importância em desatar o nó do rito de passagem da
educação básica para o ensino superior. Temos que zelar para que esse
instrumento estratégico seja aplicado de maneira adequada. É em função
dessa compreensão que recebemos a solidariedade de todo o governo e da
sociedade”, disse Haddad.
Segundo o ministro, há possibilidade de que
esse mesmo esquema seja mantido para garantir a segurança de futuras
provas do Enem. Ele defende que o Enem não seja feito por meio de
licitações porque é necessário garantir que somente empresas de
excelência fiquem à frente do processo.
“Esse, na verdade, é o plano A do MEC, aquilo que nós pretendíamos ter feito
desde o começo, mas há toda uma recomendação dos órgãos de controle,
que eu considero legítima, que era de proceder uma licitação. E ela
envolve esse tipo de risco, você contratar alguém que formalmente cumpre os
quesitos do edital, mas que não está 100% apto para oferecer as
garantias necessárias”, defendeu.
Hoje à noite o ministro se
reunirá com o Cespe e a Cesgranrio para fechar alguns detalhes antes do
anúncio oficial de toda a logística do Enem, marcado para amanhã.
Edição: Lílian Beraldo
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