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16 de Outubro de 2009 - 16h32 - Última modificação em 16 de Outubro de 2009 - 17h59


ONU elogia redução da desnutrição e mortalidade, mas considera inaceitáveis bolsões de pobreza

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

 
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Brasília - O relator especial para o Direito à Alimentação das Nações Unidas, Olivier de Schutter, faz um balanço de sua missão no Brasil
Brasília - O relator especial para o Direito à Alimentação das Nações Unidas, Olivier de Schutter, faz um balanço de sua missão no Brasil
Brasília - O relator especial das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, Oliver De Schutter, elogiou o governo federal pela diminuição da desnutrição (73%) e pela queda da mortalidade infantil (45%) na última década. Ele chamou a atenção, no entanto, para a manutenção de “inaceitáveis” bolsões de fome em algumas regiões do país, como na zona rural da Região Norte.

De Schutter disse que “a concentração fundiária é um problema no Brasil” e defendeu a estratégia do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de ocupar áreas. "É uma forma de chamar a atenção para o problema.”

Na avaliação do relator da ONU, tanto o modelo de agricultura familiar quanto o agronegócio têm méritos, mas ele sugere que haja uma avaliação objetiva sobre os dois sistemas: não só considerando produtividade mas também geração de renda, emprego e preservação do meio ambiente.

Segundo ele, o aumento da concentração de terras em São Paulo ocorre devido à produção do etanol. De Schutter reconheceu o trabalho de zoneamento agroecológico feito pelo governo, mas disse que “é preciso melhorar a sustentabilidade da produção do etanol”.


Edição: Lílian Beraldo
 


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