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Brasília - Levantamento divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) aponta que
a média salarial dos professores de escolas públicas da
educação básica no Brasil cresceu de R$ 994 para
R$ 1.527 entre 2003 e 2008, um aumento de 53% em cinco anos. Entretanto, as
distorções permanecem: enquanto um professor de
Pernambuco recebeu em 2008 um salário médio de R$ 982,
no Distrito Federal a média chega a R$ 3.360. Os valores foram
calculados para uma jornada de 40 horas semanais.
Para a secretária
de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar
Lacerda, as disparidades salariais pesam na decisão de um
jovem sobre seguir ou não a carreira. Hoje, uma das maiores
dificuldades do magistério é atrair novos talentos. Mas
ela defende que a criação de um piso nacional para
professores traz uma nova perspectiva para futuras
gerações.
“Os jovens querem uma
boa carreira em termos financeiros, mas também um bom ambiente
de trabalho. Nós achamos que o que mais seduzirá os
jovens para essa carreira se tivermos uma educação de
qualidade”, defende.
O estudo mostra ainda
que a diferença entre o salário dos docentes e de
outros profissionais com o mesmo nível de formação
(ensino superior pelo menos incompleto) tem diminuído. Em
2003, trabalhadores que não eram docentes ganhavam 1,86 vez melhor do que os
educadores. Em 2008, a diferença caiu para 1,53.
Para o presidente
da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
(CNTE), Roberto Leão, os valores divulgados pelo MEC não
condizem com a realidade. “Eu acho um absurdo, não sei de
onde o ministério tirou esses dados. Eles não batem com
a realidade do professor brasileiro. Para você ter uma idéia,
eu tenho 30 anos de magistério e ganho R$ 2,5 mil”, disse. A
CNTE pretende divulgar uma resposta oficial sobre essa pesquisa após
analisar os dados.
“Houve alguma leitura
equivocada da pesquisa ou uma metodologia incorreta, porque na
prática não é assim”, defendeu.
Edição: Lílian Beraldo
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