|
Brasília - No momento em que o Senado Federal se divide na polêmica sobre a
aprovação da adesão da Venezuela no Mercosul, os parlamentares prorrogam
a discussão sobre o projeto de lei que estabelece as regras para as
eleições dos deputados brasileiros no Parlamento do Mercosul (Parlasul)
– que deverão ser realizadas no mesmo dia das eleições majoritárias, no
primeiro domingo de outubro. O objetivo é eleger 37 parlamentares.
Desde agosto o
texto aguarda votação na Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Mas
não há previsão para ser incluído na pauta. Se a medida não for votada
até o recesso do Natal, as eleições para o Parlasul não serão
realizadas em 2010.
O texto em discussão é resultado de um
trabalho conjunto dos deputados Dr. Rosinha (PR) e Carlos Zarattini
(SP), ambos do PT. Rosinha modificou o original elaborado por Zarattini
para permitir que parlamentares que pertencem a pequenos partidos
participem das eleições do Parlasul.
Segundo o texto de Rosinha,
as vagas da representação brasileira serão distribuídas entre os
partidos que atingirem o quociente eleitoral, calculado pelo total de
votos válidos dividido por 37, número da bancada brasileira no Parlasul.
As
vagas serão preenchidas por intermédio da divisão dos votos válidos
atribuídos a cada partido pelo número de lugares já ocupados mais um. A
legenda que apresentar o melhor resultado fica com a cadeira. O
texto recomenda ainda que seja realizada, pela Justiça Eleitoral, uma
campanha nacional de esclarecimento à população sobre o significado do
Parlasul. A campanha inclui horários em rádio e televisão e mais tempo
de cinco minutos para os candidatos mostrarem suas propostas. Pela
proposta do Dr. Rosinha, as listas partidárias serão formadas por até
111 nomes – recomendadas pelo partido ou pela coligação. Uma vez eleitos os
parlamentares, os cinco primeiros membros da bancada brasileira deverão
ser representantes de cada uma das regiões do país e dois deles deverão
ser do sexo feminino.
De acordo com o texto, aquele que se
candidatar a uma vaga do Parlasul está proibido de concorrer a uma
cadeira na Câmara dos Deputados. Mas isso também pode ser modificado
pelos parlamentares.
Edição: Lílian Beraldo
|
|