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Brasília - Contrário
à proposta de emenda à Constituição (PEC)
que exige o diploma de jornalista para o exercício da
profissão, o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA)
apresenta diversos requerimentos, numa tentativa de adiar a votação na Comissão de Constituição e Justiça.
Até o momento, o requerimento de adiamento da votação foi
rejeitado, mas Aleluia apresentou outros dois: um para adiamento da
discussão e outro para votação nominal, o que
pode derrubar o resultado se não houver quorum
suficiente no plenário da comissão.
A PEC
386/09 estabelece a necessidade de curso superior em jornalismo para
o exercício da profissão. Há quatro meses, o
Supremo Tribunal Federal derrubou a obrigatoriedade do diploma. Um
dos argumentos é o de que legislar sobre o assunto seria uma
tentativa de restrição da liberdade de expressão,
prevista na Constituição.
O relator
da PEC, deputado Maurício Rands (PT-PE), lembrou que o
parágrafo primeiro da proposta prevê que nenhuma lei
poderá conter dispositivo que possa configurar embaraço
à plena liberdade de informação jornalística,
o que garantiria a previsão constitucional de liberdade de
expressão.
“Houve
uma decisão errada de conteúdo do STF. O Artigo 220 da
Constituição com o parágrafo primeiro da PEC vai
harmonizar o direito de liberdade de informação com o
direito de exercício da profissão. Não há
incompatibilidade qualquer entre liberdade de expressão e a
exigência do diploma”, disse Rands.
A
declaração foi rebatida por José Carlos Aleluia.
Para ele, não se pode mudar a interpretação que
o Supremo dá à Constituição. “Vou
impedir que a proposta progrida. Ou que progrida lentamente. Vou
colocar pedras no caminho na frente dessa bobagem legislativa”,
afirmou.
Edição: Talita Cavalcante
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