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Brasília - Aos 86 anos, o
presidente de Israel, Shimon Peres, tem uma biografia marcada por
desafios. Foi duas vezes primeiro-ministro, atuou como chanceler,
saiu derrotado em uma eleição para a Presidência da República e
recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1994.
Eleito para comandar o
país até 2014, Peres era chanceler israelense em 1995, ano em que
o então primeiro-ministro Yitzhak Rabin foi assassinado. Com a morte
de Rabin, Peres foi nomeado primeiro-ministro.
Antes, Peres
recebeu o Prêmio Nobel da Paz com Rabin e o então presidente da
Autoridade Palestina, Yasser Arafat. Eles intensificaram os
esforços na tentativa de encerrar os conflitos na região e na busca
de um acordo de paz.
Segundo Peres, as negociações com a
Organização para a Libertação da Palestina (OLP) devem ser
mantidas. No entanto, ele é favorável à retomada das fronteiras
por Israel, voltando à faixa anterior a 1967, efetuando
ajustes para a segurança e com uma solução para os
assentamentos.
Como chanceler, Peres participou das
articulações para a assinatura do primeiro Acordo de Paz de Oslo. O
documento inclui uma série de ações nas quais os representantes
dos israelenses e dos palestinos confirmam a intenção de buscar
meios para obter a paz na região. O objetivo é que esses
acordos viabilizem o fim dos confrontos. Vários termos integram o
acordo e estão em negociação desde a década de 1990.
Edição: Nádia Franco
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