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São Paulo - Movimentos
sociais realizaram na noite de hoje (9) uma manifestação
contra a agressão e expulsão da estudante Geisy Arruda da Universidade
Bandeirante (Uniban), em frente ao campus da insituição
em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
A aluna
foi expulsa da faculdade após ser hostilizada pelos colegas
que consideraram o vestido que trajava curto. Durante o protesto, a
Uniban anunciou que decidiu rever a sanção imposta a
estudante.
A
notícia de que a universidade voltou atrás na decisão,
no entanto, não interrompeu a manifestação.
Falaram do carro de som os representantes da Marcha Mundial de Mulheres,
da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Associação
Brasileira de Gays Lésbicas e Transexuais e da Central Única
dos Trabalhadores.
“Na
sociedade hoje, ninguém vê problema quando o corpo da
mulher é usado como mercadoria, ninguém vê
problema em aparecer bunda e peito para vender cerveja na televisão.
Mas a mulher, quando quer usar a roupa que ela bem entende, não
pode, é vítima de agressão e opressão”,
afirmou a diretora de mulheres da UNE, Roberta Costa.
Os
discursos feitos de cima do carro de som eram aplaudidos pelos
manifestantes e vaiados por um grupo de alunos que acompanhava o ato.
Para a
aluna de sistemas da informação, Graciana Silva, a
estudante também é responsável pelas agressões
e humilhações que sofreu. “Eu vi ela subindo a rampa
e a bunda estava aparecendo”, contou. “Se você quer
respeito, tem que se dar o respeito”, concluiu.
Na
opinião de Geisy, o problema não era a sua roupa,
mas a mentalidade dos alunos da universidade. Ela contou, em
entrevista coletiva na tarde de hoje, que durante o trajeto
até a instituição em nenhum momento houve
qualquer insinuação das pessoas com quem cruzou pelo
caminho.
Segundo
ela, as agressões ocorreram somente na universidade . “Eles
tentaram passar a mão em mim. Tentaram colocar o celular
dentro do meu vestido”, disse.
A
estudante garante que nunca havia sido advertida sobre sua
forma de vestir pela coordenação da instituição.
Edição: Aécio Amado
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