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Brasília - Um protocolo de cooperação federativa será firmado entre as prefeituras
das 12 cidades que sediarão os jogos da Copa de 2014 e a Presidência da
República. Serão definidos no documento ações, responsabilidades e prazos para o
cumprimento de todas as obrigações por cada parte envolvida na promoção
do mundial de futebol no Brasil.
Esse foi o principal resultado
de dois dias de reuniões entre o governo federal, governadores e
prefeitos das cidades-sede, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB),
encerradas ontem (10) em Brasília. Cada cidade terá que definir um
representante nos trabalhos, e o governo federal quer que a
sociedade e órgãos de controle acompanhem todo o processo.
Para
que os custos do projeto da Copa sejam adequadamente controlados, será
criado um sistema de monitoramento que deverá ficar a cargo da
Secretaria Nacional de Futebol, cuja criação acaba de ser aprovada pelo
Senado e enviada à Presidência da República para sanção.
O
governo federal foi representado nas reuniões pelos ministros Paulo Bernardo, do
Planejamento, Orlando Silva, do Esporte, e Marcio Fortes, das
Cidades, além da coordenadora do Programa Copa 2014,
Míriam Belchior, e de representantes dos ministérios da Fazenda, do Turismo, das
Relações Institucionais e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A União será responsável
pelas intervenções em terminais de passageiros de portos e aeroportos,
ficando a cargo dos municípios e estados os projetos de urbanização do
entorno, bem como as obras de mobilidade urbana.
Hotelaria e
construção, reforma ou ampliação de estádios serão responsabilidade da
iniciativa privada, com apoio da União para financiamento.
Uma
linha de crédito será aberta para financiamento de estádios, de até 75% do valor do projeto, limitado a R$ 400 milhões, taxa de
juros (TJLP + spread) de 1,9% ao ano, três anos de carência após a
contratação e 12 anos para pagamento, segundo Orlando Silva.
O valor é baseado nos gastos com
estádios da Alemanha, África do Sul e China, em que foi obtido um custo
médio de assento nos estádios para a definição do montante a ser
financiado.
O governo dispõe também de uma linha de crédito com
recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), no valor de R$ 5 bilhões para os projetos de
mobilidade urbana das cidades-sede, de acordo com o ministro Márcio Fortes. A prioridade será para investimentos em
transportes públicos, e os projetos têm que ter vinculação direta com a
Copa.
Edição: Graça Adjuto
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