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Brasília - A divulgação da taxa
anual de desmatamento da Amazônia, de 7 mil quilômetros quadrados –
a menor dos últimos 21 anos –, serviu de palco para o ministro do Meio
Ambiente, Carlos Minc, tentar selar uma reconciliação entre os
desenvolvimentistas e os defensores da preservação do meio ambiente.
Segundo Minc, essa divisão não existe mais entre os ministérios.
“Não
tem o lado desenvolvimentista e o lado ecologista do governo, todo o
governo vestiu a camisa do desenvolvimento sustentável”, disse.
Minc
defendeu a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, como chefe da
delegação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças
Climáticas, em Copenhague, em dezembro.
Dilma tem participado cada vez mais de eventos sobre meio ambiente e
assumido a coordenação de projetos que eram tradicionalmente da área
ambiental do governo.
“Algumas pessoas falaram que a ministra
Dilma estava querendo se vestir de verde agora que vai chefiar a
delegação em Copenhague. Eu quero dizer que muita gente não sabe é que
quando a gente chegou no governo estávamos com dificuldade com o plano
de mudança do clima e com o Fundo Amazônia e a ministra Dilma se
empenhou e bancou para que saíssem”, afirmou.
A inclusão de
placas solares nos projetos de habitação popular no programa Minha
Casa, Minha Vida também teve influência decisiva da ministra, segundo
Minc.
Dilma, que foi a primeira ministra a discursar na
cerimônia de hoje (12), defendeu a geração de alternativas econômicas
ao desmatamento na Amazônia e disse que vai apresentar em Copenhague os
números que indicam queda do desmate e os resultados de ações de
regularização fundiária da Amazônia.
Carlos Minc também
contemporizou divergências que teve com o governador de Mato Grosso,
Blairo Maggi, e com o ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do
Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.
“O Reinhold, quem
diria, pediu para que eu desse hoje aqui o recado de que a agricultura
está do lado do desenvolvimento sustentável.”
Em relação a
Maggi e a outros governadores da Amazônia, Minc disse que o governo
federal está fazendo uma “parceria bonita” para conter o desmatamento
na região.
O ministro adiantou que o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva pode definir amanhã (13) os números da proposta de
redução de emissões de gases de efeito estufa que o Brasil levará para
a reunião em Copenhague.
Edição: Lílian Beraldo
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