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13 de Novembro de 2009 - 11h43 -
Última modificação
em 13 de Novembro de 2009 - 17h42
Afro-brasileiros e indígenas estão "atolados" na pobreza, diz alta-comissária da ONU
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
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Elza Fiúza/ABr
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Brasília - A alta-comissária da ONU para Direitos Humanos, Navanethem Pillay, cumprimenta o Capitão Potiguar, que apresentou relatório sobre a situação dos povos indígenas no Brasil
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Brasília - A alta-comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Assuntos de Direitos Humanos, Navanethem Pillay, voltou a criticar hoje (13), em seu
último dia de visita ao Brasil, a situação de negros
e indígenas no país. Ambas as populações, segundo ela, estão
“atoladas” na pobreza, além de não ter acesso aos serviços
básicos e nem a oportunidades de emprego.
Durante
entrevista coletiva, Pillay se referiu à questão dos povos indígenas
como invisível e lembrou que, de todos os funcionários
federais e estaduais que conheceu durante a visita, nenhum deles tinha origem indígena. Para a alta-comissária, o fato serve como um
indicativo de uma contínua marginalização.
“A
maior parte dos povos indígenas do Brasil não está se beneficiando
do impressionante progresso econômico do país e está sendo retida
na pobreza pela discriminação e indiferença, expulsa de suas
terras na armadilha do trabalho forçado.”
Em
relação aos negros, Pillay ressaltou que a violência aparece como
uma das principais causas de morte no grupo. Ela insistiu que há, no
Brasil, uso excessivo de força tanto de agentes policiais quanto de milícias. “Até que isso mude, a situação vai
prejudicar o progresso do Brasil em muitas outras frentes.” A
alta-comissária retorna hoje para Genebra, na Suíça, após uma visita
de três dias a cidades como Rio de Janeiro, Salvador e
Brasília.
Edição: Talita Cavalcante
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