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Brasília - O ministro do Meio
Ambiente, Carlos Minc, criticou hoje (16) a posição de países
ricos que tentam adiar a definição de um novo acordo climático,
prevista para dezembro, durante a reunião da Conferência das Nações
Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague.
Ontem (15), os países
ricos reunidos em Cingapura consideraram irreal a possibilidade de um
novo acordo daqui a 20 dias.
Minc afirmou que o fato
de os dois maiores emissores de gases de efeito estufa – Estados
Unidos e China – não estarem dispostos a um compromisso numérico
de redução é uma “ducha de água quente [nas negociações] que
aumenta ainda mais a temperatura do planeta”.
“Parece que fizeram
um pacto de abraço dos afogados para um justificar a falta de
empenho do outro. Já estávamos com problemas para chegar a um
acordo. Isso é inaceitável.”
O ministro defendeu a
proposta brasileira apresentada na última semana de redução de
emissões entre 36,1% a 38,9% até 2020 e afirmou que o Brasil vai
continuar a articulação com outros países para tentar evitar um
fracasso em Copenhague.
O Brasil já firmou um
acordo com a França e, segundo Minc, também está conversando com
representantes da África do Sul, do México e da Índia.
“Temos que jogar com
todas as cartas para evitar que Copenhague naufrague. Isso não é
uma negociação comercial, de açúcar, de algodão, é uma
discussão climática, do planeta. E nós não temos outro planeta.”
Na avaliação do
ministro, além de negociações entre países, é preciso convencer a
opinião pública da importância de um novo acordo sobre o clima em
Copenhague.
O ministro Carlos Minc
participa agora à tarde de uma reunião do Conselho
de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) que hoje
discute mudanças climáticas. O ministro da Agricultura, Reinhold
Stephanes, também participa da reunião.
Edição: Lílian Beraldo
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