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18 de Novembro de 2009 - 11h32 - Última modificação em 18 de Novembro de 2009 - 12h46


Oposição quer que Fundação Cacique Cobra Coral explique no Senado causas do blecaute

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A oposição adotou a estratégia de expor ao máximo a articulação do governo para tentar impedir o comparecimento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Senado com o objetivo de explicar as causas do blecaute da semana passada. A pedido do líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), a Fundação Cacique Cobra Coral foi incluída no requerimento do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), para que 20 pessoas, a maioria técnicos, estejam no Senado para explicar o blecaute.

O requerimento oral foi posto em votação pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que presidia a reunião da Comissão de Ciência e Tecnologia e o deu como aprovado sob protesto dos senadores governistas presentes. De acordo com os parlamentares, não se pode apresentar requerimento de forma verbal e, sob o ponto de vista do mérito, não cabe esse tipo de convite. A votação está suspensa e o assunto será retomado logo após a conclusão de uma audiência pública em andamento.

A Cobra Coral é uma fundação esotérica conhecida por fazer uma série de previsões, inclusive sobre a política nacional. A estratégia do líder do governo é aprovar a matéria em todas as comissões.

Senadores da própria base aliada se irritaram com a disputa política em torno do blecaute. Para eles, isso se transformou em mais um desgaste para o Senado. “Não vejo meu tempo bem gasto com coisas desse tipo. Não entendo qual é a estratégia de não se querer fazer nada”, reagiu o peemedebista Wellington Salgado (MG).

Valdir Raupp (PMDB-RO) foi mais direto em suas críticas. Segundo ele, essa disputa “está virando uma brincadeira”. Raupp ressaltou que o Senado contribui para o desgaste da sua imagem pública “ao se prestar a esse tipo de coisa”.

O senador Renato Casagrande (PSB-ES) concordou com o colega peemedebista. Ele disse ainda que o assunto poderia ser bem esclarecido com o comparecimento ao Senado do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e de representantes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“Partimos para a disputa eleitoral e isso é muito ruim porque o Senado não colabora em nada para esclarecer o assunto. A ministra Dilma não é ministra da área e o que se está discutindo aqui é tática de disputa eleitoral”, disse Casagrande.

Arthur Virgílio rebateu as afirmações de Casagrande. Segundo ele, da parte da oposição não há qualquer tipo de disputa eleitoral. O líder do PSDB acrescentou que Dilma Rousseff foi quem elaborou o atual marco regulatório do setor de energia e, por isso, tem que que explicar no Senado o funcionamento do sistema.

Edição: Juliana Andrade

 


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