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Brasília - O sistema eletrônico
de votação brasileiro foi considerado inviolável depois de
diversos testes de invasão realizados , por especialistas entre os
dias 10 e 13 deste mês, sob a coordenação do ministro Ricardo
Lewandowski, do Tribunal Superior Eleitoral.
A experiência, que foi
inicialmente sugerida pelo PT e pelo PDT, e depois encampada pelo
Ministério Público, contou com trabalhos de profissionais da área
da Tecnologia da Informação. Os participantes que submeteram ao
sistema aos testes mais sofisticados foram premiados.
O primeiro deles, o
consultor de Tecnologia da Informação na área de Segurança da
Informação, Sérgio Freitas, recebeu R$ 5 mil. Ele concluiu que só
seria possível captar os sinais eletromagnéticos de uma urna a 5
centímetros dela, "para que fosse possível eventualmente
decodificar os sinais e saber o que foi digitado". Segundo ele,
com essa distância, o equipamento estranho ficaria visível, pela
sua estrutura física, o que não tornaria a experiência possível.
Para o presidente do
TSE, ministro Carlos Ayres Brito, os testes demonstraram que o
sistema de votação adotado pelo Brasil "é confiável, sendo
um fiador da legitimidade do processo eleitoral, assegurando a
soberania do voto". Ele destacou que é um sistema de fácil
manejo, rápido e absolutamente seguro, pelo que está demonstrado.
O ministro Ricardio
Lewandowski afirmou que o TSE vai redobrar a atenção ao lacre das
urnas, porque é o único atrativo para quem quer burlá-las. Os
testes feitos pelos chamados “hackers do bem" que
testaram o sistema, sob sua coordenação, no entanto, não
conseguiram retirá-lo sem danos.
Os testes foram
realizados com a presença de observadores da Organização dos
Estados Americanos (OEA). Os demais premiados foram Fernando Andrade
Martins de Araújo e a equipe da Controladoria Geral da União, em
segundo lugar, Antônio Gil Borges de Barros e a equipe da Cáritas
Informática, em terceiro. Os prêmios foram de R$ 3 mil e R$ 2 mil.
Edição: Tereza Barbosa
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