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São Paulo - A pesquisadora e professora de
Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),
Roberta Uchoa acredita que o Brasil estuda pouco os efeitos sociais
do álcool e outras drogas. “Os poucos [estudos] que
nós temos não podemos nem generalizar, porque eles são
com populações tão específicas que você
não pode ampliar para a população em geral”,
disse em entrevista à Agência Brasil.
Segundo ela, as políticas
públicas de combate ao consume de bebida alcoólica
feitas no país ainda são baseadas em estudos realizados
no exterior. “Precisamos ainda de muita pesquisa nesse país
para a gente de fato compreender a nossa realidade. A gente ainda se
espelha muito no que se faz fora do país”, afirmou.
O presidente do Centro de
Informações Sobre Saúde e Álcool (Cisa),
Arthur Guerra, disse que a os dados são fundamentais para o
balizar as ações do Poder Público. “Toda
política pública precisa ter embasamento”, destacou.
Ele também sente a falta de
estudos sobre o assunto no Brasil. “Nós precisamos de mais
dados, mais transparentes e mais objetivos”. Segundo ele, “faz
falta e nós não termos esses dados ainda”.
Guerra acredita, entretanto, que o
país está evoluindo no sentido de coletar informações
e conhecer a realidade das drogas e seus efeitos. “Nosso país
é jovem em relação aos outros. Nós
estamos evoluindo de forma positiva. Eu acho que nós
precisamos de mais dados. Nós começamos a coletar os
dados agora. Estamos preocupados”, avaliou.
Edição: Aécio Amado
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