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22 de Novembro de 2009 - 16h02 - Última modificação em 22 de Novembro de 2009 - 16h54


Brasil estuda pouco os efeitos sociais do álcool e de outras drogas, admite pesquisador

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A pesquisadora e professora de Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Roberta Uchoa acredita que o Brasil estuda pouco os efeitos sociais do álcool e outras drogas. “Os poucos [estudos] que nós temos não podemos nem generalizar, porque eles são com populações tão específicas que você não pode ampliar para a população em geral”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Segundo ela, as políticas públicas de combate ao consume de bebida alcoólica feitas no país ainda são baseadas em estudos realizados no exterior. “Precisamos ainda de muita pesquisa nesse país para a gente de fato compreender a nossa realidade. A gente ainda se espelha muito no que se faz fora do país”, afirmou.

O presidente do Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool (Cisa), Arthur Guerra, disse que a os dados são fundamentais para o balizar as ações do Poder Público. “Toda política pública precisa ter embasamento”, destacou.

Ele também sente a falta de estudos sobre o assunto no Brasil. “Nós precisamos de mais dados, mais transparentes e mais objetivos”. Segundo ele, “faz falta e nós não termos esses dados ainda”.

Guerra acredita, entretanto, que o país está evoluindo no sentido de coletar informações e conhecer a realidade das drogas e seus efeitos. “Nosso país é jovem em relação aos outros. Nós estamos evoluindo de forma positiva. Eu acho que nós precisamos de mais dados. Nós começamos a coletar os dados agora. Estamos preocupados”, avaliou.




Edição: Aécio Amado
 


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