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São Paulo - O
corpo do ex-prefeito da capital paulista, Celso Pitta, foi enterrado no final da tarde, no Cemitério Getsêmani. O caixão foi envolvido com a bandeira do PTB, partido de Pitta, enviada pela diretoria estadual da legenda.
No velório, realizado na Assembleia Legislativa de São
Paulo, a companheira de Pitta nos últimos anos, Rony Golabeck, disse que ele era uma pessoa “extremamente boa” e que foi “usado”.
“Ele foi muito injustiçado, tenho certeza absoluta”,
afirmou.
Rony disse que vai escrever um
livro para contar histórias ainda desconhecidas sobre o
ex-prefeito. Para a
viúva, o ex-prefeito não deveria ter trocado a carreira
de economista pela política. “Ele não deveria ter
largadao a economia, ele era um grande economista. O Celso não
era político”, afirmou Rony.
Participaram do velório parentes, amigos e políticos.
Muitos dos presentes se referiram ao ex-prefeito como um injustiçado
e também lamentaram o seu envolvimento com a política.
Pitta
chegou à prefeitura de São Paulo, em 1997, apadrinhado pelo
ex-prefeito, Paulo Maluf (PP-SP), que o antecedeu no cargo e do qual havia sido secretário
de Finanças. Sua gestão foi marcada denúncias de
irregularidades e corrupção.
O
investidor Naji Nahas também considerou o político como
um “grande injustiçado”. Segundo Nahas, o ex-prefeito
teria dito que a sua doença estava relacionada à “mágoa”.
O investidor foi preso junto com Pitta e o banqueiro Daniel Dantas na
Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Eles foram acusados
de crimes contra o sistema financeiro.
Em janeiro deste ano, Pitta
realizou uma cirurgia para retirada de um câncer no intestino. No
entanto, de acordo com Rony, ele teria reagido mal à
quimioterapia. Com o agravamento do quadro, ele foi internado no
último dia 3 no Hospital Sírio-Libanês, onde
morreu no final da noite de ontem (20).
Edição: Lana Cristina
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