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Brasília - O
Diário
Oficial da União
de hoje (23) publica os decretos assinados pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva que regularizam territórios quilombolas em 14
estados brasileiros. Para isso, estão sendo desapropriados 342 mil
hectares de terra. Mais de 3,8 mil famílias serão beneficiadas.
De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra), esses são os primeiros decretos de áreas
quilombolas que envolvem desapropriações (áreas que não são em
terras públicas). A partir daí, o Incra iniciará os processos de
avaliação dos imóveis localizados nessas terras.
Após o pagamento de
indenização aos proprietários, as famílias terão acesso a todo o
território e, posteriormente, receberão também o título de
domínio definitivo das terras, que é coletivo e inalienável (não
pode ser vendido nem cedido).
Para o presidente do instituto,
Rolf Hackbart, a regularização representa a reparação de uma
dívida social histórica, pois dá às comunidades negras o direito
de permanência no território onde vivem, antes ocupado por seus
antepassados.
Com o título coletivo da terra, essas
comunidades podem ter acesso a políticas públicas básicas, como o Bolsa Família, Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa de
Aquisição de Alimentos (PAA).
Edição: Juliana Andrade
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