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Manaus - O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva reafirmou hoje (26) o compromisso do Brasil com a
redução das emissões de gases de efeito estufa. Ao participar da inauguração do Gasoduto Urucu-Manaus, ele disse que o país levará para a Conferência das
Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em dezembro, na Dinamarca, a proposta de diminuir entre 36,1% e 38,9% seu índice de emissões.
“Queremos mostrar aos nossos
amigos americanos e europeus que a gente fala menos e faz mais. Aqui a gente
mata a cobra e mostra a bichinha morta”, afirmou o presidente.
Ontem (25), a Casa Branca confirmou a ida do presidente Barack Obama à COP-15, daqui a duas semanas
em Copenhague, e anunciou que a meta dos Estados Unidos é reduzir as
emissões em 17% até 2020, podendo chegar a 83% em 2050. A China
anunciou hoje o compromisso de reduzir até 2020 sua intensidade de
emissões de carbono entre 40% e 45%.
Acompanhado pelos ministros Dilma Rousseff, chefe da Casa
Civil, e Alfredo Nascimento, dos Transportes, Lula inaugurou o gasoduto, cujas obras levaram mais de três anos. A partir de agora, o gás natural que virá de
Urucu, no município de Coari, começará a ser distribuído gradativamente para as
sete usinas geradoras de energia no Amazonas, fazendo com que o estado deixe de usar óleos
diesel e combustível e passe a consumir gás natural para gerar, sobretudo,
a energia elétrica de que precisa.
O prazo para completar a mudança
em todas as usinas do estado é setembro do próximo ano. O mercado não térmico, ou seja, o industrial,
o comercial e o veicular, também será beneficiado.
Além disso, nos próximos
anos, o preço das contas de luz deve baixar também para o consumidor. O valor das tarifas pode cair até 75%. A Petrobras, a Eletrobrás e
a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estão discutindo os novos preços com base no aumento da oferta do produto e nos serviços prestados aos consumidores. De acordo com a Petrobras, a reserva
de gás a ser explorada no Amazonas é a segunda maior do país, perdendo apenas para a do Rio de Janeiro.
Segundo a ministra Dilma Rousseff, o Gasoduto Urucu-Manaus representa uma prova de que é possível aliar
desenvolvimento e respeito ao meio ambiente. Ela destacou o importante papel do gasoduto para o meio ambiente, já que será capaz de provocar,
por parte do Brasil, a redução de 1,2 milhões toneladas de emissões de gás
carbônico por ano.
“Essa redução é muito significativa. Até setembro
do ano que vem, quando todas as termelétricas do Amazonas estiverem consumindo
o gás natural, a Amazônia vai dar mais um exemplo de sustentabilidade para o
mundo”, afirmou a ministra.
Edição: Nádia Franco
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